sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Arnaldo Batista : Loki ? - 1974

Loki?



Em conversas via facebook recebo a generosidade do nosso amigo Jose Carlos Sousa- Joinville-SC ícone da cena alternativa, "undergound sub sub sub subterrâneo", no estilo "rock cerebral tô fora" recomenda e escreve sobre este disco que marcou sua vida, adepto e líder dos esquisitos e suas esquisitices José Carlos Sousa mais conhecido como " Zé Doors " é referência nacional quando o assunto é a banda  " The Doors " mas esta história quero trazer em outra oportunidade com entrevista do próprio que contará toda esta trajetória, o assunto de hoje é o disco em destaque " Você tá achando que sou loki, bicho ? " vamos direto ao assunto :
 
 
Por José Carlos Sousa :
 
 
Tão Angustiado ,Modesto,  Sem Guitarras , lindo!!        
Um terremoto passou sobre os ombros de Arnaldo baptista... .... angústia essa é a palavra, saído de um casamento com Rita Lee , assim podemos traduzir  toda a concepção do LP LOKI? De Arnaldo Baptista.
Era o final de 1974 , Arnaldo convoca  então Rogério Duprat  para orquestrar os arranjos além de Liminha para o baixo ,Dinho na bateria, sem falar em Rita para o backing em duas canções, este é o último registro em estúdio de quase todos os”MUTANTES”  juntos.
Com Menescal Mazzola e Rogério Duprat contornando os descompassos depressivos de Arnaldo  o disco foi gravado em poucas sessões , seis das dez  faixas são ao vivo  diretas ,Dinho e Liminha queriam refazer algumas bases , mas Arnaldo não permitiu .
O Disco não têm guitarras e é um marco da música popular brasileira , do Rock  feito no Brasil
CANÇÕES:
SERÁ QUE EU VOU VIRAR BOLOR: O AVESSO ONDE É QUE ESTÁ MEU ROCK  ELE PERGUNTA ? SERÁ QUE EU VOU VIRAR BOLOR!!!RESPOSTA .
Minha sequencia preferida três canções :
UMA PESSOA SÓ :ESTAMOS NUMA BOA  PESCANDO PESSOAS NO MAR.....
NÃO ESTOU NEM AÍ : ONDE ELE DA PISTAS DE QUE QUER IR EMBORA PARA SEMPRE.
VOU ME AFUNDAR NA LINGERI : UMA BRINCADEIRA.
O LADO A ENCERRA COM ARNALDO SÓ AO PIANO EM  HONK TONK
LADO B SEMPRE MAIS AMARGO :
CÊ TÁ PENSANDO  QUE EU SOU LOKI? CREIO UMA HOMENAGEM AOS MUTANTES
DESCULPE : A ÚLTIMA DEDECLARAÇÃO PARA RITA LEE , ELE CANTA , LAMENTA , CHORA UM BLUES 'A BRASILEIRA QUE É DE FODER!!!
NAVEGAR DE NOVO : SERIA UMA TENTATIVA DE RECOMEÇO OU É O DERRADEIRO TREM PARA O INFERNO SEMPRE ME PERGUNTO NESTA CANÇÃO!!!!
TE AMO PODES CRER : MINHA PREFERIDA É SÓ TEORICAMENTE UMA MEIGA CANÇÃO DE AMOR , MAS NA VOZ ANGUSTIADA DE  ARNALDO É UM GRITO AO MUNDO , INFLANDO O EGO E GRITANDO É LINDO GOSTAR DE ALGUÉM!
É FaCIL : ÚLTIMA CANÇÃO Arnaldo brincando com o violão de 12 cordas.
Ficha técnica:
Gravação no Estúdio Eldorado Novembro /Dezembro de 1974
 
 
Por André Alcântara :
 
" Vivendo e não aprendendo " os dias vão passando e você não se dá conta que o tempo anda numa velocidade incrível, superar o ego talvez seja uma das tarefas mais árduas do ser humano, não é possível um ser humano comum entender de tudo quando o assunto é a música, talvez um profissional, pesquisador possa chegar perto disto, e neste percurso pessoas como nós  amantes do rock, religiosos do rock e hobbistas do rock, aprendemos uns com os outros numa humildade que somente neste universo paralelo é possível....
 
Diz a lenda que Arnaldo após os episódios dos Mutantes, divórcio e o kct que aconteceu na vida desde " extra terrestre " das Perdizes ( Zona oeste de SP ), ficou anos isolado na serra da cantareira numa casa estúdio criando as suas aberrações musicais, viagens alucinógicas temperando a sua solidão com a sua loucura até seu retorno milhões de anos depois para tentar reagrupar a legendária banda " Os Mutantes ", nesta façanha Arnaldo talvez tenha arriscado sua maior mutação......
 
Ficam as frases geniais  que compartilho com o autor :
 
" Eu vou voltar para a cantareira "
" O modelo do meu carro que comprei só seis mêses está fora de moda "
" Nãso gosto do pessoal da Nasa, cadê meu disco voador ? "
" Não gosto do Alice Cooper onde está meu rock and roll ? "
 
 
 
 
 

1- Foi lançado em 1974 depois de um suposto ataque nervoso e é considerado um dos melhores álbuns dos anos 70. O álbum expressa sua angústia perante a sociedade pós-contemporânea, unida à análise de sufocantes aspectos da humanidade: solidão, drogas, sexo e até óvnis.
Nesse álbum seminal, Arnaldo Baptista expõe de forma pungente - e até mesmo ressentida, a despeito de seu enorme talento - sua infelicidade, decepção e arrependimento; Devastado pelo divórcio com Rita Lee, Arnaldo realiza algumas de suas composições mais inspiradas e melancólicas, no que seria uma espécie de último lampejo criador precedendo a derrocada psiquiátrica de que até hoje padece e que já então se anunciava de forma evidente. Uma clara evidência da tênue linha existente entre loucura e genialidade.
A enorme gama de estruturas melódicas explorada ao longo das faixas mostra o Arnaldo sambista; o Arnaldo roqueiro; e até mesmo o compositor jazzístico, como na célebre Honky tonky.
O álbum foi eleito pela revista Rolling Stone como o 34º melhor álbum brasileiro de todos os tempos.[2]
Nas palavras de Nelson Motta, "um álbum essencial para compreender a música brasileira".


1 - Fonte : Wikipédia

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Grant Lee Buffalo - Fuzzy - 1993












Grant Lee Buffalo é uma daquelas bandas que você gosta de imediato, este disco de estréia é simplesmente genial, musicalidade ímpar do rock independente com formação de power trio, as músicas vão desde canções de amor , romances indescritíveis ao cotidiano caótico.

Poemas bem escritos sob uma sonoridade agressiva e frases rebeldes sob sonoridades delicadas, diziam as más línguas que o G.L.B era uma espécie de Legião Urbana americano, sempre existirá alguém tentando rotular uma banda, discordo plenamente deste vínculo musical, o GLB é muito mais musical e elaborado do que o som simples e direto do Legião Urbana, talvez pelas letras possamos criar uma linha de raciocínio mas pára por aí.

Grant Lee Phillips usa magestosamente um violão de 12 cordas plugado em suas pedaleiras tirando um som pesado, distorcido, às vezes no dellay suavisando o pêso e dando outra atmosfera às frases de efeito.

Paul Kimble no contrabaixo eleva este trio ao mais alto e elaborado som de rock, segurando a " cozinha " com perfeição, toda base fica em suas mãos inclusive os solos e harmonias enquanto o violão sonoro leva o ouvinte à outras dimensões.

Joey Peters simplesmente acompanha a linha de raciocínio da banda com levadas simples em seus " beats ", caso fosse um baterista mais aplicado poderia dar um rumo diferente às canções.

O forte da banda sempre foi em apresentações ao vivo, em cima do palco é que o fã de boa música pode encontrar os rapazes em êxtase e observar como se faz um bom e simples rock and roll com uma viola 12 cordas insana e distorcida tocada simplesmente em acordes maiores, sem riffs elaborados ou solos desconexos, caso você não os veja ao vivo jamais dirá que as gravações são feitas com um violão, pensará de imediato que o instrumento usado é uma guitarra semi acústica.


Vejam como Paul Kimble " espanca " seu contrabaixo nesta apresentação ao vivo pela rádio americana KEXP de Seatle.




Sou fã das violas 12 cordas apesar do trabalho cansativo de tocá-las, segurar as 12 cordas em determinadas situações exige do músico muita habilidade, porém a sonoridade é impar e enriquece qualquer harmonia.

Nesta época estavam surgindo muitas bandas " alternativas ", independentes, principalmente no circuito das " college radios ", rádios dentro das universidades que na época foram uma boa ferramenta de divulgação de novas bandas, apesar que o R.E.M na década de 80 foi a banda mais influente nas universidades onde as rádios eram apenas um modo simples de comunicação e diversão e restrita à algumas instituições.

A banda gravou pelo selo Slash Records do qual não precisamos dizer quem é o dono, Slash depois do fim dos Guns and Roses se empenhou na divulgação de bandas independentes e trouxe para o portifólio de sua gravadora ótimas bandas que gravaram discos sensacionais.

O sucesso independente da banda foi crescendo e aos poucos começou a se tornar " cult ", sempre se apresentando em casas pequenas e mantendo a energia de suas canções, mas........ a história sempre se repete...... sucesso, shows diários, viagens cansativas, entrevistas, MTV, claro que a banda não resistiria ao " mainstream", Paul Kimble deixa a banda em 1997 e Grant Lee Phillips seguiu seu caminho compondo e tocando mundo a fora, mas a genialidade de uma banda raramente se repete numa carreira solo, tudo funciona como um time, vários pensamentos, sentimentos, comportamentos, experiências é que nutrem a existência de um conjunto musical.


Ouça na íntegra :








Site Oficial :


domingo, 22 de abril de 2012

Cracker - Cracker- 1992

                                         
                                   


Falar do Cracker para mim é covardia, até hoje eu não sei o porquê desta banda me deixar sempre na " onda " quando ouço suas músicas, uma banda que a princípio lhe parece comum, depois você vai ouvindo e se interessando cada vez mais por ela, este disco é o da estréia, porém fiquei numa dúvida mortal, qual disco devo falar primeiro ? Os dois primeiros são bárbaros!!! Mesmo o segundo disco " Hat Querosene " ter vendido quase 500 mil cópias fiz a opção do primeiro porque me identifico demais com a faixa que abre este trabalho e que acertou em cheio o que eu sentia na época alcançando o primeiro lugar na Modern Rock Tracks (http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=http://en.wikipedia.org/wiki/Cracker_(band)&ei=uqOTT57qOYn49QT4sMn6Aw&sa=X&oi=translate&ct=result&resnum=2&ved=0CEUQ7gEwAQ&prev=/search%3Fq%3Dbanda%2Bcracker%26hl%3Dpt-BR%26prmd%3Dimvns ), aproveite para escutar e ler um pouco sobre a banda.



O folk e o country são a base deste grupo de rock composto por caipiras super afim de fazer música e se divertir, algumas baladas também marcam a maneira deles fazerem música, mas a marca registrada é falar sobre o cotidiano de uma forma limpa, sincera e direta.

A base da banda sempre foi David Lowery e o guitarrista Johnny Hickman amigos antigos que mantém a identidade da banda até hoje.

O clipe desta música passava sempre no lado "B", programa exibido pelo Fábio Massari, aliás um programa que deixou saudades, anos atrás por volta de 2004, o Gastão Moreira também VJ da MTV foi morar em Florianópolis e tinha um programa na rádio Atlântida chamado "Gasômetro " onde podíamos ouvir algo diferente, mais cult, alternativo, na verdade onde podíamos reviver um pouco do lado "B".

Em um dos programas Gastão convidou o mestre Fábio Massari para dar algumas dicas do seu mundo subterrâneo, na hora passei a mão no telefone e liguei pra lá e falei diretamente com quem entendia do assunto solicitando urgentemente que tocasse " Cracker e Grant Lee Buffalo " o cara deu muitas risadas e me disse que o programa não era dele e que era apenas um simples visitante.

Claro que achou estranho alguém em SC gostar de Cracker, em 1993 a MTV só tinha transmissão em SP e no RJ, batemos um breve papo e desligamos, naquele dia Gastão Moreira que é " metaleiro " aprendeu bastante com a visita ilustre de Fábio e aos poucos foi tocando algo mais alternativo em seus programas.

No ano passado no SWU quem estavam lá assistindo ao show do Black Rebel Motorcycle Club ?

Gastão Moreira e Fábio Massari!!!


























Fui lá trocar uma idéia e o cara lembrou do fato e demos algumas risadas e  o Fábio apontando pra mim dizendo para o Gastão :

- Olha o cara que gosta de Cracker aqui !!!

E ele responde :

- Pô!! Eu também gosto de Cracker !!!

E eu respondo na lata :

- Também com um professor destes !!!!

E acabei brincando com a situação perguntando se o Fábio poderia voltar a ter um programa na TV no mesmo estilo e o cara de imediato respondeu que agora só escreve sobre música.

A banda hoje em dia já está em frangalhos, somente seu líder toca o projeto para frente, o tempo passou e obviamente muita coisa mudou inclusive sua aparência, mas ao vivo continuam os mesmos de sempre...

Ouça na íntegra :








sexta-feira, 20 de abril de 2012

Jesus and Mary Chain - Automatic - 1989


Automatic
Bem vindos ao fim dos anos oitenta!!!! Década de inúmeros discos inesquecíveis, muita criatividade e centenas de vertentes , uma década híper produtiva, um passo largo na história do rock and roll.

Neste ano de revoluções políticas, estudantes são reprimidos na praça vermelha na China, revolução na Romênia, a queda do muro de Berlim reunificando a Alemanha depois de 44 anos do pós guerra, morte de Raul Seixas, último disco dos Ramones com Dee Dee Ramone,e por aí vai.... tá!!!..... mas porque falar justamente deste disco e não dos anteriores ? ( claro que falarei de todos...todos os discos.... ) Muito simples a razão, este foi o primeiro que ouvi do J&MC !!!

Bom!!! Como sempre andei na contra mão, não seria nada estranho se eu começasse a entender de J&MC de trás para frente, Psychocandy e Darklands foram os dois primeiros lançamentos primorosos destes dois irmãos que não se gostam e não gostam de ninguém ( chatos à parte, nós somos mais criativos ), o terceiro foi uma coletânea de B- sides e afins.

Automatic foi o " quarto " lançamento da banda, pois bem amigos, chega de enrolação........

1989 - Eu era um " muleke " como se dizia na Zona Norte de SP, ou, um " Guri " como se dizia na Zona Sul de Joinville-SC, neste ano cheguei ao segundo grau com quatorze anos ( um mérito incrível dentre os " pés rapados " onde eu me criava ), consegui meu primeiro emprego e saí da periferia para estudar no centro da cidade ( chique demais da conta !!! ), comecei a conviver com gente totalmente diferente de mim, estudar à noite era uma aventura e eu ainda era um rapaz de família, na verdade entrei em outro mundo.

Na primeira semana foi super emocionante,  tive a sorte de ter em minha sala de aula amigos inesquecíveis e um monte de mulheres gostosas ( esta parte é muito importante para um garoto de quatorze anos !!! ), no primeiro mês recebi meu primeiro contra - cheque e percebi que a híper inflação chegava na boca do caixa antes do que eu ,e comecei a entender o que era uma crise econômica.

Trabalhando de office-boy ficava paquerando a vitrine das lojas de instrumentos musicais, todo dia o preço aumentava!!!!Por andar demais eu precisei de um " boot", fui até a loja e o meu contra-cheque dava para comprar apenas um " comander " encalhado  dois números abaixo do meu, fazer o quê ? Minha mãe me disse na época para não esquentar a cabeça e que era para molhar depois de calçar que o " boot" lacearia, depois de um mês de trabalho e muitas bolhas nos pés tive que comprar outro calçado.

Fui até a loja com aqueles trocados e o meu dinheiro daria para comprar outro par encalhado dois números acima do meu, depois de alguns dias no ponto de ônibus sozinho 6:30 da manhã comecei a reparar aquela " coisa " e percebi que o inocente rapaz tinha comprado um par de pés esquerdo!!

Inacreditável!!! Me senti o cara mais Fxxxdido do mundo... e por fim recebi meu terceiro contra-cheque, olhei bem para ele e fui para escola pensando na vida, entrei na sala de aula e fiquei quieto no meu canto, e no intervalo a bomba estourou, não pensei duas vêzes e mandei todos à merda e rasguei aquele cheque sem vergonha e todos à minha volta ficaram pasmos com aquela atitude do mais novo da sala...

Tá!!!! Mas e o disco ?

Neste momento as duas pessoas mais velhas ( repetentes ) da sala foram falar com o pequeno revoltado, era o Ivan Furtado ( tocava bateria e formamos uma banda mais tarde ) e o Ênio Alexandre ( hoje cronista esportivo no SBT-SC ) daquele dia em diante minha vida mudou completamente, fui forçado a entender coisas que não era assunto para a minha idade.

Nossas amizades foram crescendo normalmente, falar de rock era a parte mais importante na escola, e no decorrer do ano o Ênio conseguiu um estágio na rádio Floresta Negra com o " Batata Harley ", ele cobria o horário da madrugada preenchendo o espaço vago na programação colocando os discos que o chefe escolhia para a madrugada, esta era a verdadeira função de um "DJ" da época.

O tempo foi passando e eu desempregado, nestas conversas de pátio escolar recebi o convite para visitar a rádio, o cara ficava tão entediado no trabalho que precisava de alguém para  bater papo, como ninguém fiscalizava a rádio de madrugada comecei a frequentar todos os dias e eu não me importava porque já tinha trabalhado " de graça ", e ir na rádio era um prazer.

E O DISCO ????????????

Como eu já me considerava empregado da " firma ", entramos no acordo de " agitar " um pouco a madrugada da cidade, passamos o telefone para todo mundo pedir música de madrugada, ele ficava no telefone e eu colocava os discos, era uma engenharia sincronizar as entradas e saídas de áudio sem arranhar os discos, mas isto não durou muito tempo porque o chefe logo percebeu que havia algo de errado no horário do estagiário, claro!!! Alguém tinha que escutar o horário para checar se as propgandas eram inseridas na programação.

O coitado do estagiário levou aquele " fumo" do chefe e quase perdeu o emprego por causa daquela brincadeira e eu perdi meu passaporte na comunicação local, mas não fomos vencidos.

Como o clima não estava amistoso na rádio e meu amigo não estava satisfeito com o seu contra-cheque e como eu entendia do assunto propus uma revolta rock and roll de madrugada, o cara aceitou na hora e fomos para  o trabalho.

Selecionei os discos do programa " Black Incall " e mandamos ver a madrugada inteira, Ramones, Black Sabah, Led Zeppelin, Doors,Ira!, Plebe Rude, até a coletânea " Rock Grande do Sul "
na íntegra.
  1. Engenheiros do Hawaii - "Sopa de Letrinhas" (Humberto Gessinger, Marcelo Pitz) – 3:13
  2. Os Replicantes - "Surfista Calhorda" (Carlos Gerbase, Heron Heinz) – 3:31
  3. TNT - "Entra Nessa" (Charles Master, Flávio Basso) – 2:59
  4. Garotos da Rua - "Sozinho Outra Vez" (Carlos Carames, José F. Mello) – 3:03
  5. DeFalla - "Você Me Disse" (Edu K) – 3:33
  6. Garotos da Rua - "Tô de Saco Cheio" (Carlos Carames, José F. Mello) – 3:29
  7. Engenheiros do Hawaii - "Segurança" (Humberto Gessinger) – 3:26
  8. TNT - "Estou na Mão (Charles Master, Flávio Basso) – 3:18
  9. DeFalla - "Instinto Sexual" (Edu K) – 2:37
  10. Os Replicantes - "A Verdadeira Corrida Espacial" (Carlos Gerbase, Cláudio Heinz) – 2:23

Cadê o disco ??????



Claro!!!! Para fechar com chave de ouro encontrei um disco promocional de uma tal banda " Jesus and Mary Chain ", coloquei em " Off" e pirei nas músicas, nas guitarras destorcidas, nos elementos eletrônicos, eu me arrisco a dizer que talvez tenha sido a primeira vez que este disco tocou na íntegra em uma rádio brasileira.

O resultado!!!!!!!!! Meu amigo perdeu o emprego!!!!!!!!


                                   Automatic


terça-feira, 17 de abril de 2012

Joy Division - Unknown Pleasures - 1979



Um brinde à crise existencial, à depressão doentia, à falta de esperança, ao mundo sem graça, ao sofrimento extremo, à introspecção, ao mundo paralelo, às viagens inconscientes, aos amores incompreendidos, à poesia crua e amarga !!!!!!

1979 - Enfim o Joy Division grava seu disco de estréia, absolutamente sombrio, na onda da anti cultura  que a Inglaterra vivia o Joy Division seguiu por outro caminho ; o da auto destruição!!!

Ian Kevin Curtis, um jovem solitário, introspectivo, isolado de tudo e de todos, um escritor talentoso, vivendo uma vida totalmente medíocre debaixo de um céu cinza de Manchester-UK, no emprego de funcionário público onde atendia no setor de desempregados vivenciava diariamente o desespero de pessoas em busca de um emprego ao meio de crises econômicas que as cidades industriais estão sujeitas, este cenário lhe parece familiar ?

Joinville-SC  final dos anos oitenta, centenas de Joãos, Marias, Josés, poderiam ser chamados de Ian´s, nós simples mortais ,ficávamos mofando nas filas de desempregados que se faziam na frente das indústrias, uma época difícil para os " forasteiros " como minha família, um céu cinzento, chuvas intermináveis, lama para todos os lados, esgoto à céu aberto, a periferia repleta de desempregados, e os poucos que se mantinham no emprego dobravam seus turnos para obter mais um " extra " em seus contra-cheques, como a própria cidade se entitula " A Manchester Catarinense ".

Desta vida miserável que Ian vivia lhe restava apenas a música como salvação, e numa apresentação dos Sex Pistols em Manchester-UK seu destino seria mudado para sempre, ao término desta noite estava decidido a mudar de espectator à atração principal, assim começava a ter vida o Joy Division.

Início dos anos noventa, uma vida miserável e  sem graça me rodiava, a música sempre foi minha companheira, tudo que tenho de maior valor nesta vida conquistei através da música, ela teve o poder de reunir pessoas de diversas partes da cidade com o mesmo propósito; dar um basta àquela vida medíocre, sem graça, isolada, miserável, naquela época estávamos separados da morte de Ian Kurtis por apenas uma década, mas como perceber aos 15 anos de idade este pequeno espaço de tempo? Para nós isto era uma eternidade, hoje passados 22 anos percebo como estávamos tão perto daquele movimento musical do velho mundo.




Este disco apareceu na minha vida como produto proibido, ilegal, ilícito, " coisa do diabo " devido às lendas que envolviam o nome do Joy Division, pouco se falava na época à respeito, as mídias que tratavam do assunto enalteciam o " Glam Rock " " Heavy Metal " e afins, apenas as pessoas mais desgraçadas e que gostavam do caos emocional  é que tinham coragem de abordar este assunto assombrado.

Voltando à tentativa de entender Ian Kurts, além da vida que levava casou-se e teve uma filha, inocentes envolvidos em sua paranóia, as atividades da banda cresciam e exigiam cada vez mais deste jovem perturbado, o público ia crescendo e o seu pânico também, como exigir de um ser absolutamente isolado em suas ilusões mais sombrias encarar um público carente, cansado, revoltado, pobre e miserável, um caos total na mente perturbada de Ian.

Ian não conseguia encarar o público, tinha maus súbitos às vésperas de cada apresentação, dentro desta panela de pressão emocional sua epilepsia se agravou ocasionando mau estar na banda, ninguém acreditava que aquele projeto poderia ser levado adiante e crises internas não demoraram a aparecer.

Neste inferno astral Ian conheceu Annick Honoré, vivenciou uma paixão incontrolável, despejava nela toda sua aflição e encontrava paz de espírito, porém um infernal remorso por deixar sua família à mercê da própria sorte pelos seus devaneios juvenis.

Neste complicado cenário ninguém mais saberia o que poderia acontecer na próxima apresentação, a banda insatisfeita com os ataques epiléticos, atrasos e falta de compromisso de Ian que demosntrava não ser capaz de lidar com a fama repentina, sua vida conjugal complicada, e seu amor imperfeito pela Belga Annick.

O público parece que percebeu suas fraquesas e exigiam cada vez mais do solitário artista que vivia um inferno existencial, enquanto que o empresário da banda Rob Gretton se desdobrava para administrar a vida artística da banda e a vida pessoal de Ian que precisava de cuidados especiais.
Joy Division

Musicalmente a banda era perfeita para a cena do pós punk, guitarras simples e destorcidas(  Bernard Sumner ), o baterista  Stephen Morris que sofria de falta de coordenação mas dava conta do recado, e o genial baixista ( Peter Hook ) que dava todo equilíbrio, melodia e  rítimo , tomava frente às canções com riffs inacreditáveis de seu contra baixo.

Com um ano na estrada o Joy Division inicia a gravação do seu segundo disco " Closer " e assina contrato para fazer uma turnê pelos Estados Unidos, este disco póstumo levou a banda às paradas musicais e rádios da Europa, muito mais coeso, maduro, pesado, direto, Ian se superou nas suas composições, mas o inferno astral continuava, Ian não era capaz de existir, talvez a vida para ele tenha sido um pezar, talvez uma doença incurável do espírito, genético, jamais poderemos saber, em 18/05/1980 ao voltar para casa depois de uma seção das gravações do segundo disco, sozinho, isolado, resolve dar fim àquele sofrimento existencial, suicidando-se de maneira trágica ( enforcamento ) deixando esposa, filha, amante, banda, e uma legião eterna de fãs de sua música.


Ouça na íntegra :





Assita o Filme Control na íntegra :



Fonte Wikpédia :


Joy Division foi uma banda pós-punk formada no ano de 1976, em Manchester, Inglaterra. A banda acabou em 18 de Maio de 1980 após o suicídio do vocaista e guitarrista ocasional, Ian Curtis. A banda também tinha como integrantes Bernard Sumner (guitarrista e tecladista, à época chamado Bernard Albrecht), Peter Hook (baixista e vocalista) e Stephen Morris (percussionista e baterista). Após o termino da banda, os três integrantes remanescentes formaram o New Order, alcançando maior sucesso crítico e comercial.[1] .
Com uma forte influência na cultura punk de 1977 misturado com conceitos artísticos, Joy Divison foi uma banda que misturava o rock underground com algumas nuances de experimentalismo e inovações eletrônicas, inspirado por bandas como o Kraftwerk.
Seu som tinha influências de The Doors, Velvet Underground, David Bowie, Sex Pistols e Iggy Pop. Era caracterizado por densas melodias, bastante marcadas pela bateria quase "militar" de Stephen Morris, e uma tendência para a depressão e a claustrofobia. As letras obscuras e extremamente poéticas de Ian Curtis se tornaram uma característica marcante do grupo, assim como seu vocal em barítono.


Tudo começou quando Ian Curtis conheceu os restantes membros da banda num concerto de Sex Pistols a 4 de junho de 1976.
O primeiro nome da banda era Warsaw, inspirado numa música de David Bowie, "Warszawa", (do álbum Low). A banda Warsaw teve o seu primeiro concerto a 29 de Maio de 1977 como banda suporte das bandas Buzzcocks, Penetration e do poeta John Cooper Clarke no Electric Circus.
Já existindo uma banda de punk rock londrina chamada Warsaw Pakt, decidiram mudar o nome da banda para Joy Division nos finais de 1977. "Joy Division" era o nome de uma casa de prostituição extraída de um romance chamado The House Of Dolls, escrito por Yehiel De-Nur, em 1956. Esse nome teve origem nos campos de concentração nazistas, e servia justamente para designar a área reservada às prisioneiras judias que eram oferecidas sexualmente aos soldados nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
O seu primeiro trabalho de estúdio, já com o nome Joy Division escolhido como o definitivo foi o EP An Ideal for Living (1978), que ainda tinha forte influência do movimento punk. Após entrarem para a editora independente Factory Records, foi contratado o produtor Martin "Zero" Hannett, que conduziu a gravação do seus dois álbuns de estúdio e influenciou a sonoridade da banda ao introduzir efeitos electrónicos nas músicas. Em princípio, o resultado desagradou Bernard e Peter, que preferiam um estilo mais punk, mas teve o respaldo de Curtis. As invenções de Hannett deram certo, e logo toda a banda passou a flertar com a sonoridade electrónica. Em consequência, os Joy Division são tidos até hoje como referência pioneira ao som new wave da primeira metade dos anos 80.
Após as músicas "Digital" e "Glass" terem sido lançadas numa colectânea da editora da banda, chamada A Factory Sample, veio o primeiro álbum da banda, Unknown Pleasures (1979). O disco causou grande alvoroço entre o público e a crítica, devido à sua sonoridade soturna e às letras intimistas. Destaque para as faixas "She's Lost Control", "Shadowplay", "Disorder" e "New Dawn Fades". Ainda em 1979, eles lançaram seu o primeiro single, "Transmission", relativamente famoso em razão da performance que a banda fez em um programa de TV da BBC2.
No ano seguinte, o quadro clínico de Ian piorou, com o agravamento de sua epilepsia e dos problemas conjugais. Ainda assim, Joy Division pôde gravar, em Março, o álbum Closer. No final de Abril, foi lançado o flexi disc de "Komakino" e também o compacto 7" de "Love Will Tear Us Apart", que viria a ser a música mais conhecida do conjunto, permanecendo ainda hoje com o fulgor e a excitação que provocou outrora.
Ian Curtis cometeu suicídio em 18 de maio de 1980, um dia antes da viagem do Joy Division para os Estados Unidos, onde fariam sua primeira turnê internacional. Devido a problemas na tiragem, Closer tornou-se um álbum póstumo, só sendo lançado em julho. Neste LP, eles se superaram, com composições que viriam a influenciar todo o post-punk na década de 80. Os temas mais elogiados foram "Isolation", "Passover", "Heart and Soul" e "Twenty Four Hours". Aliás, o disco conseguiu chegar ao 6º lugar dos tops ingleses e liderou as paradas alternativas.
Em setembro de 1980, a começar pelos single "Atmosphere" / "She's Lost Control" (sendo esta refeita, com uma levada mais dançante), vieram os lançamentos póstumos. No ano seguinte, veio o duplo Still, com várias sobras de estúdio e o registro do último concerto do Joy Division. Substance (1988) é uma coletânea de singles e lados B. Permanent, editado sete anos depois, compilou 15 clássicos, mais uma regravação de Love Will Tear Us Apart. Heart and Soul é uma caixa com 4 CDs, que reúnem praticamente tudo que eles gravaram.
Alguns meses depois do suicídio do vocalista Ian Curtis, os outros membros da banda formaram o New Order.
A influência do quarteto no rock mundial permanece, como provam bandas como Editors, Plus Ultra, Interpol e Franz Ferdinand, She Wants Revenge, The Killers (que inclusive têm "Shadowplay" como faixa do álbum Sawdust), além de serem grandes ídolos de outros artistas, como Trent Reznor, o homem Nine Inch Nails, Thom Yorke do Radiohead, Billy Corgan dos Smashing Pumpkins e no Brasil o falecido líder da banda Legião Urbana, Renato Russo.

[editar] Origem dos nomes

  • Stiff Kittens
Este nome foi sugerido a Ian Curtis por Richard Boon, empresário dos Buzzcocks, mas a banda o odiou justamente por soar como o nome de um conjunto punk qualquer. À revelia dos integrantes da banda, os membros dos Buzzcocks puseram o nome Stiff Kittens nos cartazes e nos flyers que anunciavam o concerto que fariam juntos no dia 29 de Maio de 1977 e, por essa razão, muitas pessoas acreditam que esta demoninação foi utilizada nessa única ocasião, o que não é verdade. Quando subiram ao palco, o grupo se apresentou à plateia como Warsaw. Portanto, é falsa a afirmação de que algum dia fizeram uso do nome Stiff Kittens.
  • Warsaw
A banda foi inspirada pela música "Warszsawa", do álbum Low de David Bowie, em português significa Varsóvia (capital da Polónia). Porém uma banda de punk rock londrina, Warsaw Pakt lançou o seu primeiro álbum em Novembro de 1977, então eles decidiram mudar de nome para evitar alguma confusão.
  • Joy Division
Em Dezembro de 1977 eles decidiram o seu nome definitivo. O nome veio do livro The House of Dolls, de Karol Cetinsky. Nesse livro Joy Division (Divisão da Alegria) é o nome dado para a área onde as mulheres judias eram mantidas prisioneiras e "oferecidas" sexualmente aos oficiais nazistas


domingo, 15 de abril de 2012

Soda Stereo - Comfort y música para volar - 1996 ____________________________( rock no volume máximo série discos inesquecíveis )



É impossível falar de música latina sem mencionar estes hermanos argentinos, provavelmente a banda mais influente da América Latina, alguns dizem que é pop demais, outros dizem que é comercial demais, o importante é que a banda sempre fez música de qualidade e com muita alma ,principalemente pelo seu líder Gustavo Cerati, provocações e rivalidades à parte entre Brasil e Argentina nesta disputa quem ganha é a música e o público.

Este disco é incomum dentro do que a MTV propunha aos seus convidados a " desplugar " seus instrumentos, nesta apresentação a banda faz uma releitura de alguns de seus clássicos, mantendo na maioria delas os instrumentos tradicionais do trio ( guitarra,baixo e bateria ), e em alguns casos somente os instrumentos acústicos, se você puder ter a oportunidade de escutar as músicas originais perceberá na hora o que a banda conseguiu produzir para este espetáculo, versões espetaculares de si mesmos.

Como a banda já vivenciava crises internas talvez este tenha sido o combustível para esta apresentação memorável, com o fim previsto ,Cerati e seus convidados deram a alma nesta nova " roupagem " musical, como a banda inicou suas aitividades em 1982 seu primeiro disco era muito pop no estilo das bandas brasileiras da mesma época que o Liminha tinha o prazer de estragar, incorporando instrumentos eletrônicos, limpando demais o som, criando uma atmosfera pop tentando imitar as bandas gringas, mas aos poucos a banda foi conseguindo sua própria identidade e tomando conta de suas próprias produções e buscando o som ideal para as suas canções.

Buscando na internet é fácil encontrar a discografia completa para download e escutando tais músicas você poderá fazer o comparativo das originais com as versões para este show, confesso que sou fã deste trio mas existem bandas brasileiras que se apoderaram de algumas músicas dos hermanos e  fizeram sucesso sem dar créditos aos autores ( Capital Inicial e Paralamas do Sucesso ) esta última foi acolhida pelo trio em suas viagens ao " exterior " e os  descarados voltaram para casa copiando tudo que os argentinos faziam na época achando que os fãs de música eram ignorantes  e que não perceberiam o golpe......que feio!!!!

Mas apesar destes infortúnios muita gente gosta da banda, não teria como duas bandas fraquinhas destas manchar a honra deste criativo trio que por estar na Argentina obviamente tinha muito mais campo para explorar que os nossos brazucas.

Destaco a participação especial da Andrea Echeverri, vocalista da banda colombiana Aterciopelados, que canta na música " En la ciudad de la furia " uma das versões que somente os fãs da banda reconheceriam, infelizmente não haveria condições de tocar exatamente todas as músicas clássicas da banda, isto aconteceu mais tarde no disco ao vivo onde realmente a banda encerrou suas atividades, depois disto Cerati seguiu sozinho como trovador solitário fazendo shows pela américa latina onde em 2010 sofreu um AVC no palco em Caracas  e permanece até hoje em coma.

Esta é uma homenagem à você Gustavo Cerati,  

" me veras volar , por la ciudad de la furia...."!!!











Fonte - Wikipédia :

Soda Stereo é uma banda de rock argentina, formada em Buenos Aires no ano de 1982, por Gustavo Cerati (guitarra e vocal), Héctor "Zeta" Bosio (baixo e backing vocal) e Carlos Alberto Ficicchia (Charly Alberti, bateria). É considerada como uma das bandas mais importantes da história do rock ibero-americano. Em 1997 a banda terminou por problemas pessoais e diferença de critérios artísticos entre seus integrantes. No fim de 2007 a banda anunciou o regresso, para realizar uma única turnê continental chamada "Me Verás Volver" ("Me verá voltar", verso da canção "En la ciudad de la furia"), na qual reuniu mais de um milhão de fãs.[1]
Quatro de seus álbuns foram incluídos na lista dos 250 melhores de todos os tempos do rock iberoamericano ou latino: Canción animal (Nº 2), Comfort y música para volar (Nº 15), Signos (Nº 40) y Sueño Stereo (Nº 41).[2]
Sua canção "De música ligera" (que no Brasil ganhou uma versão dos Paralamas do Sucesso, "De música ligeira", e posteriormente outra do Capital Inicial, "À sua maneira") foi considerada a quarta melhor de todos os tempos, tanto no rock latino em geral,[3] como do rock argentino em particular.[4][5] As canções "Te hacen falta vitaminas" e "Nada personal" foram consideradas nº73 e nº74, respectivamente, entre os melhores temas do rock argentino.[4]
Os videoclips de "En la ciudad de la furia" e "Ella usó mi cabeza como un revólver" foram finalistas e vencedor, respectivamente, do único prêmio dado até então pela MTV à música latina. O videoclip de "Cuando pase el temblor" foi indicado como finalista do 12° "World Festival of Video and TV" ("Festival mundial de vídeo e televisão") em Acapulco.[6]
Em 2002 receberam o Prémio Leyenda ("Prêmio Lenda") da MTV Latinoamérica, por sua trajetória musical.[6] Em seus catorze anos de existência contínua realizaram cerca de 1.200 apresentações, em 137 cidades da América e da Espanha.[7]